A chinesa JAC Motors abriu no último final de semana, 46 concessionárias em 28 cidades brasileiras com a meta ambiciosa de vender 35 mil carros até o final deste ano e conquistar 1% de participação de mercado.
Para atingir esse objetivo, os investimentos chegam a R$ 380 milhões, dos quais R$ 145 milhões em mídia, incluindo uma campanha com o apresentador Fausto Silva. A "garantia de para-choque a para-choque" de seis anos, nas palavras de Sergio Habib, presidente do grupo SHC, importador oficial da marca, é outro diferencial, já que inclui todos os itens do carro que apresentem defeito de fabricação nesse período.
"O maior problema para qualquer marca nova se implantar no Brasil é a rede de distribuição", afirma o empresário, que foi responsável também pela chegada da francesa Citroën. Das 46 lojas, 35 são do grupo, que chega então a 83 concessionárias. "É um número muito alto [de lojas próprias], mas é muito duro você convencer dezenas de empresários a abrir concessionárias sem nunca ter vendido um carro antes", justificou. A marca terá ainda pontos de venda em 54 shopping centers espalhados pelo país.
Habib contabiliza que foram feitas 242 modificações para adaptar os modelos J3 (R$ 37.900) e o sedan J3 Turin (R$ 39.900) "ao gosto do consumidor brasileiro". "Mudamos suspensão, borracha de porta, limpador de parabrisa, regulagem de motor e aumentamos o tanque de combustível", exemplifica. Ambos terão versão única no país, com, por exemplo, airbag duplo, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, freios ABS, ar condicionado e suspensão traseira independente.
No primeiro final de semana de vendas da marca, a JAC Motors vendeu 500 unidades. No ano passado, as sete chinesas presentes no país venderam 17,3 mil unidades. Neste ano, mais duas, Brilliance e Haima, vão entrar nessa conta.
Informações da Folha de São Paulo.












