Na última semana, a PepsiCo lançou uma garrafa inteiramente feita de materiais vegetais. A garrafa é feita de painaço amarelo, casca de pinheiro, palha de milho e outros materiais. Futuramente, a empresa cogita usar cascas de batatas e laranjas, sobras de batatas e outros resíduos deixados por suas operações alimentícias. A nova garrafa tem a aparência igual à garrafas atuais e proporciona a mesma proteção, segundo Rocco Papalia, vice-presidente sênior de pesquisa avançada da PepsiCo. A nova garrafa é a primeira do mundo, do tipo PET, fabricada inteiramente de materiais vegetais. A Coca-Cola, principal rival da PepsiCo, produz atualmente uma versão "ecológica" de suas garrafas, porém, apenas 30% de sua composição é derivada de matéria vegetal.
Se a multinacional americana tiver o total domínio dessa prática e puder produzir essa versão em grande escala, poderá converter todos os resíduos de suas produções em novos produtos. Isso significaria a substituição de bilhões de garrafas que são vendidas por ano. Das 19 marcas controladas pela PepsiCo, que geram mais de US$ 1 bilhão em receitas, 11 são marcas de bebidas que utilizam o modelo PET. O plástico PET é o material preferido para embalagens, por ser leve e resistente, além de não afetar o sabor da bebida. Apesar de ser reciclável, ele não é biodegradável. Com a possível entrada no mercado, o PET reciclável pode mudar o padrão adaptado pelo setor.












